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Cães são treinados para farejar câncer e tuberculose em pesquisa inédita no país

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10 de Junho de 2026 às 07:01
4 min de leitura
Cães são treinados para farejar câncer e tuberculose em pesquisa inédita no país

Cães serão treinados por pesquisadores para "farejar" câncer em pacientes Uma pesquisa inédita no Brasil desenvolvida pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) pretende usar o faro de cães para ajudar na identificação de doenças como câncer, tuberculose e esquistossomose. O objetivo é utilizar a capacidade olfativa dos animais para detectar sinais dessas enfermidades em amostras biológicas humanas. Batizado de "Xero", o projeto prevê o treinamento de cães de diferentes raças em sessões de uma a duas horas, realizadas uma ou duas vezes por semana. Ao todo, a pesquisa, que é conduzida pelo Núcleo de Doenças Infecciosas (NDI/Ufes), deve durar quatro anos. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Os cães serão treinados no Centro de Ciências da Saúde (CCS/Ufes), no campus de Maruípe, em Vitória, e participarão do estudo por meio de inscrições voluntárias feitas pelos tutores. O coordenador-geral do estudo e professor do Departamento de Patologia da Ufes, Carlos Graeff, explicou que o treinamento será feito por meio de reforço positivo e os animais serão recompensados com a comida de que mais gostam ao concluir corretamente cada etapa proposta. “Quando o cão estiver frente a uma amostra positiva, vai cair automaticamente um dispensador de comida que ele goste e ele vai ter essa recompensa. Então, ele vai começar a associar que, toda vez que ele detectar aquele cheiro, ele ganha comida. E esse é o treinamento”, disse. Cães são treinados para farejar câncer, tuberculose e esquistossomose em projeto inédito no país, conduzido no Espírito Santo TV Gazeta LEIA TAMBÉM: 'CPF CAPIXABA': Quase 100 baleias-jubarte nasceram no litoral do ES em 2025, mostra pesquisa inédita VEJA VÍDEO: Criança viraliza ao dizer que queria aparecer na Globo durante entrevista a outra emissora no ES NOVA MODA: X-bolo viraliza nas redes e promete aumentar vendas de confeiteiras O estudo conduzido no Espírito Santo é realizado em parceria com pesquisadores da Nova Zelândia e busca explorar a capacidade olfativa dos cães para identificar microrganismos causadores de doenças ou sinais biológicos associados a elas, seja no ar, na urina ou em outros materiais biológicos coletados. No país da Oceania, pesquisas semelhantes já apresentam resultados promissores. "Os cães que têm melhor desempenho chegam a ter mais de 90% de acerto. Isso é fantástico", ressaltou o professor. Cães são treinados para farejar câncer, tuberculose e esquistossomose em projeto inédito no país, conduzido no Espírito Santo TV Gazeta Como vai funcionar o treinamento O treinamento será realizado em ambiente controlado para garantir a saúde dos cães. As amostras biológicas ficarão armazenadas em recipientes isolados e protegidos por sistemas de filtragem, enquanto os animais farejarão padrões biológicos associados às doenças. A expectativa dos pesquisadores é que, no futuro, a técnica ajude a tornar o diagnóstico precoce dessas enfermidades mais acessível. As etapas serão supervisionadas pelo médico-veterinário Gustavo Jantorno, que atua no treinamento de cães utilizados por órgãos federais, como a Receita Federal e o Ministério da Agricultura e Pecuária. Para indicar a presença ou ausência de sinais das doenças, as amostras serão organizadas em um carrossel mecânico desenvolvido pela equipe do professor Tim Edwards, da Universidade de Waikato, na Nova Zelândia. Por meio do sistema, o cão poderá acionar o equipamento com o focinho quando não identificar a doença, permitindo que uma nova amostra seja apresentada. Todos os testes serão automatizados e monitorados por câmeras para reduzir interferências humanas e aumentar a precisão dos resultados. Cães são treinados para farejar câncer, tuberculose e esquistossomose em projeto inédito no país, conduzido no Espírito Santo TV Gazeta Todos os cães podem participar Para participar do Xero e ajudar na identificação de doenças, o cão não precisa pertencer a uma raça específica, inclusive pode não ter raça definida, o famoso "vira-lata". Segundo os pesquisadores, porém, algumas características podem favorecer o desempenho dos animais. “Teoricamente, todos os cães podem participar, porque todos eles possuem células olfativas muito mais evoluídas que as nossas. No entanto, cães que gostam muito de brincar e de comer, geralmente são os candidatos que vão se dar melhor nesse emprego”, brinca Carlos Graeff. Como se voluntariar Os interessados podem entrar em contato pelo WhatsApp (51) 99981-8599, pelo e-mail caes.cancer@gmail.com ou pelo perfil @caes.cancer no Instagram. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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